sexta-feira, 29 de março de 2013

A Ler: Space: 1999 Aftershock and Awe


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Space 1999_ Aftershock & Awe45190_fA série Espaço 1999 faz parte do meu imaginário sendo uma das que moldou o meu gosto pela ficção científica, por isso tive interesse em adquiri esta compilação da Archaia sobre está mítica serie.

O volume está dividido em duas partes:

1.º Parte – Trata a versão em quadradinhos do primeiro episódio onde a Lua é afastada da orbita da Terra após uma gigantesca explosão nuclear. Pelo que é descrito no livro a editora utilizou como base a versão feita ao tempo pela Charleston Comics tendo complementado a história com mais detalhes. Confesso que já não vejo o Espaço: 1999 à alguns anos pelo que reconheço a história base e que tenho bem presente na memória mas os pequenos detalhes que foram introduzidos escapam-me.e1999
A arte original é de Gray Morrow e espelhando o estilo a data em que o original foi criado tendo sido complementada e ampliada por Miki. O resultado é algo mediano mas sólido.

2.ª Parte – Trata-se de uma mini-série (Aftershock and Awe) onde são tratadas a consequência da saída de orbita da Lua, criando um background para as origens da base lunar Alfa e alguns dos seus personagens como o Com. Koening e o Piloto Alan Carter. Pelo meio temos vários pequenos personagens que servem com viewpoint character dos acontecimentos ao longo do globo. Os autores tentam ainda meter uma conspiração global pelo meio. Talvez pelos poucos números da mini-série a sensação que fica é que a descrição das catástrofes que o evento provoca na Terra são conseguidas mas a exploração dos personagens é feita algo a correr. Ficamos também a saber que o universo de Espaço: 1999 é uma realidade alternativa à nossa dado que, por exemplo, Kennedy não morreu em Dallas e por isso (é implicito) o programa espacial foi muito mais para a frente.


A arte é do estilo realista pintada mas de nível algo fraco, aqui os meus olhos são suspeitos dado ser um admirador de Alex Ross o que torna difícil gostar de outros artistas do genro.

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 Em resumo este trade paperback é uma curiosidade interessante para fans de Espaço: 1999 mas falta alguma profundidade à história complementar.
Titulo: Space: 1999 Aftershock and Awe
Editora: Archaia – Black Label
Volumes Publicados: 1
Preço: $ 24.95 USD
Classificação: 6/10

Novas Leituras

 ComprasNuma ida às compras acabei por adicionar mais alguns exemplares à minha coleção sem estar a contar:
A Cidade de Vidro: Oferta da minha cara metade, dado que andava a choramingar à algum tempo o facto de não ter comprado, quando pude, a primeira edição da Asa. Como fan de David Mazzucchelli estava em falta.
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A duas restantes foram uma surpresa.
A Feira dos Imortais: Adquirido na FNAC por 3 €!!! Restos da Mériberica. Só muito recentemente é que me interessei por Bilal estando a fazer aos poucos a Trilogia de Nikopol.
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Daytripper: Encontrado no meio das edições da Mónica e Tex num quiosque, esta edição da Panni Books Brasil, esta muito falada obra de Fábio Moon e Gabriel Bá.

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quarta-feira, 20 de março de 2013

Clássicos: A Saga de Thanos


Esta a começar o hype pela internet fora sobre a mini-série Thanos Rising que será lançada pela Marvel este ano. Há muito este estou afastado dos universos regulares das duas majors, Marvel e DC, mas esta história está a despertar-me a curiosidade apesar da promessa de recontar a origem do personagem (nada é eterno neste universo o que torna particularmente irritante).

Isto trouxe-me à memoria um excelente trabalho de compilação feito pelo Editora Abril no inicio dos anos 90 onde em 5 trade paperbacks, em formatinho, compilou a Saga de Thanos desde a origem o seu principal antagonistas Adam Warlock até à sua “morte”. Tudo isto já tinha sido publicado nas várias revistas da Abril durante os anos 80 e editora resolveu republicar penso que de forma a enquadrar os leitores na futura publicação das mini-séries Desafio Infinito ,Cruzada Infinita e Guerra Infinita, onde teríamos o retorno do personagem da morte.
A Saga de Thanos #137527_f                 A Saga de Thanos #237530_f                         A Saga de Thanos #237534_f
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 Independentemente das limitações do formatinho brasileiro, que é muito menosprezado por estas bandas, está é uma edição que foi pioneira no destaque que deu a Thanos e penso que à data nunca tinha sido feito um compilação do género nos EUA.
Nelas temos histórias variadas que se iniciam com o grande Jack Kirby nos Fantastic Four, mas o artista principal é Jim Starlin, o criador de Thanos, desde o seu começo na quase cancelada revista de Adam Warlock, juntamente com Roy Thomas com um traço ainda pouco diferenciado do comum da época ( anos 70)até à fase final onde já apresenta o estilo que nos iria fascinar com Dreadstar ou a Morte do Capitão Marvel. No inico Thanos não é mais que um vilão muito secundário nas histórias mas aos poucos Starlin vai torna-lo num dos maiores da vilões nesse universo.
Alguns excertos da arte de Jim Starlin
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 Para quem não conhece Thanos é um super-vilão cósmico da Marvel que rivaliza Darkseid da DC, não é o mais importante da linha cósmica da Marvel dado que esse posto ninguém tira a Galactus.
Nascido a Lua de Saturno Titã ganhou uma obsessão pela entidade da Morte tendo chegado à conclusão que a única forma de a agradar é destruindo o universo.

Nota: Apesar da seriedade atual de Thanos convem não esquecer o tempo em que era de 5ª categoria com coias como esta:

Um Helicóptero a dizer Thanos Sorriso

domingo, 17 de março de 2013

Nausicaä of the Valley of the Wind


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nausica3Quem cresceu durante os anos 80 guarda na memoria um desenho animado (nessa altura ainda não se falava em Anime) chamado Conan, Rapaz do Futuro de Hayao Miyazaki.
Uma história passada após a 3ª guerra mundial onde o mundo está destruído, restando muito pouco da humanidade e da sua civilização. Neste background Miyazaki passa mensagens de preocupação de amizade, proteção do meio ambiente, a guerra e a necessidade de paz.

Em finais dos anos 90 adquiri Nausicaä of the Valley of the Wind por recomendação de um amigo e voltei a olhar para esse mesmos conceitos com olhos de adulto.

Nausicaä of the Valley of the Wind conta a história de Nausicaä , princesa de um pequeno reino humano que vive  nas margens de uma gigantesca floresta chamada Mar de Corrupção, que não é mais do que um conjunto de fungos totalmente letais para o ser humano.

Este Mar de Corrupção surgiu como resultado do colapso da civilização industrial durante os chamadas Sete Dias de Fogo ,que provocou um colapso ambiental e civilizacional total. Lá habitam insectos gigantes denominados Ohmu que protegem a floresta reagindo a qualquer acção violenta que ocorra sobre qualquer criatura que lá habite.
Umas das características da princesa Nausicaä  é o facto de ter uma ligação empática com estas criaturas e começar a perceber que estas tem um propósito bem diferente do que é julgado pelos remanescentes da humanidade.





A história arranca com a chagada, à lá Gandalf, de Mestre Yupa, um espadachim lendário, ao Vale dos Ventos que vai apercebendo-se que a população está a ficar cada vez menor e que as crianças que nascem não estão a sobreviver.  Yupa fica também a saber que receberam uma ordem do mobilização do Imperador Vai, do Reino de Torumekia, e Nausicaä  vai partir para a guerra dado que isto garante a autonomia e semi-independência do Vale dos Ventos.
Cedo se percebe que esta guerra poderá destruir o que resta a humanidade uma vez que Torumekia está a reconstruir um dos Deuses da Guerra, as maquinas de destruição usadas durante os Sete Dias de Fogo.

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Nesta obra encontramos os temas que Hayao Miyazaki colocou como já referido no Conan, O Rapaz do Futuro e viria a revisitar na Princesa Mononoke:
  • Os efeitos da guerra.
  • A preocupação com o meio ambiente.
  • Os efeitos da violência e da ganância sobre a sociedade.
Na boa tradição da ficção científica pós-apocaliptica à uma negritude e desespero que vai percorrendo a história até ao seu desfecho. As personagens são bem construídas e assim como o mundo onde interagem. A arte de Miyazaki é excelente com imenso detalhe em cada painel.
Como já referi tenho esta obra desde 1998 tendo na altura comprado uma caixa com 4 volume da Viz (que está esgotada à varios anos) que sofria ainda do preconceito de vir em orientação ocidental com todos os painéis invertidos.
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                        Versão 1998                                                                                                          Versão 2013
Recentemente a editora relançado toda esta obra 7 volumes e uma edição especial tipo omnibus que adquiri dado o seu tamanho ser superior à edição anterior e vir na orientação original.
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Titulo: Nausicaä of the Valley of the Wind – Deluxe Edition Box Set
Editora: VIZ Comics
Volumes Publicados: 1
Preço: $ 99.99 USD
Classificação: OBRA PRIMA

sábado, 16 de março de 2013

Ranma 1/2 e Striker


Como é possível ver  no blogrool acompanho um dos blogs de referencia em Portugual, o Leituras de BD, que recomendo vivamente.

Foi lançado à discussão pelo autor a questão do porquê do Mangá não ter sucesso em Portugal tendo sido referidas duas séries que terão sido as primeiras edições de Mangá por uma editora portuguesa. Ranma 1/2 e Striker.

Foram editadas pela Texto Editora em meados dos anos 90, penso que por volta de 1996, talvez uma pouco na onda do boom Mangá que estava a varrer a Europa e os EUA e aproveitando também edições em vídeo de alguns Animes pela Prisvideo/LNK que foram muito badaladas na altura.

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Existindo muito pouca informação na net sobre estas edições fica aqui alguma.

Um dos factores curiosos foi o lançamento dum pack no primeiro numero (penso que do Ranma 1/2) de algum merchandising que faz-me pensar que o público alvo era infantil apesar das séries não o serem.

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         Um boné de oferta                                                                      Um horário escolar e autocolantes
Aqui um grande plano do horário e do seu verso onde se podia concorrer ao sorteio de um computador.

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E agora os autocolantes, oferta no número 3, possivelmente para pôr nas capas ou cadernos escolares Sorriso

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Vinha também uma t-shirt com o logo manga mas não a encontro neste momento Triste.

Umas das características desta tentativa da Texto é o fraco material em que foram impressas, papel reciclado.
DSC_0068  Ranma5
Para completar apresento um artigo apresentado no final de alguns números a explicar o que é o Mangá.

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Por ultimo refiro que cada numero custava 299$00 (escudos) o que não era, à época, uma exorbitância.

Segue a galeria de capas de todos os números publicados.

Ranma 1_2 [PT] #1242003_fRanma 1_2 [PT] #1141999_fRanma 1_2 [PT] #1041995_fRanma 1_2 [PT] #941991_fRanma 1_2 [PT] #841987_fRanma 1_2 [PT] #741983_fRanma 1_2 [PT] #641958_fRanma 1_2 [PT] #541954_fRanma 1_2 [PT] #441950_fRanma 1_2 [PT] #341946_fRanma 1_2 [PT] #241942_fRanma 1_2 [PT] #141935_f
Striker, O Guerreiro #441977_fStriker, O Guerreiro #441975_fStriker, O Guerreiro #441971_fStriker, O Guerreiro #341969_fStriker, O Guerreiro #241967_fStriker, O Guerreiro #141964_f