sábado, 20 de abril de 2013

A Ler: Planetes


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Com a futura publicação de Vinland Saga decidi reler a primeira obra de Makoto Yukimura a saga de hard sci-fi Planets.

O personagem principal da história Hachirota “Hachi” Hoshino que é basicamente um lixeiro espacial dado que faz parte da tripulação de  uma nave de recolha de destroços espaciais. O que no futuro próximo é algo de vital para o navegação espacial dado a quantidade de lixo, gigantesco ou minúsculo, que existe em orbita da Terra.

Hachi acalenta o sonho de vir a ter uma nave própria e fazer exploração espacial estando frustrado com o trabalho sem futuro e monótono que tem.
  Esta obra é para apreciadores de o estilo mais realista de ficção científica dado que todo o seu background é rigoroso em termo do que é uma viagem espacial, a sua mecânica. A preocupação de realismo foi elevado tendo sido consultada a Agente Espacial Japonesa para garantir esse detalhe. Algo que também é uma temática constante é o efeito do espaço a longo prazo no ser humano tanto a nível físico como mental.

Contudo esta obra tem também uma parte reflexiva muito grande abordando a pequenez do ser humano face à grandiosidade do universo que o rodeia e o assoberbamento que isso provoca na mente. Podemos também encontrar um critica profunda à divisões humanas tanto politicas, raciais e classe com uma critica profunda ao sistema do assalariado Japonês onde se fica a vida inteira ligada a uma corporação sem perspectivas ou opções de futuro.

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Esta série traz-me o sentimento de futuro que nos foi roubado, dado que a exploração espacial está praticamente parada e à muito de víamos andar pelo nosso sistema solar e mais além antes que rebentemos de vez com a nossa bola azul. Além disso é facilmente relacionável com a nossa realidade a frustração que o nosso herói sente com o que faz  e a falta de perspectivas que tem.

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Ao nível da arte os cenários de fundo estão muito bem conseguidos mas a figura humana tem altos e baixo ficando a impressão que o autor teve dificuldades em manter a qualidade na serialização semanal, apesar de que a arte não é o fundamental desta série.

Titulo: Planetes
Editora: Tokyopop
Volumes Publicados: 5
Preço: $ 9,99 USD
Classificação: 8,5/10

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Peças da Colecção: Judge Dredd com dedicatória


Sou GRANDE Fan do Judge Dreed e nos anos 90 a Livraria Britânica no Porto importou muitos encadernados do personagem que consegui adquirir.
O meu preferido é “Apocalypse War” e um dia, por intermédio de um grande amigo, consegui uma dedicatória do desenhador do personagem personagem Carlos Ezquerra  quando este veio ao Porto(que infelizmente não pude conhecer).

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domingo, 14 de abril de 2013

Peças da Colecção: Revista o Quadrado


Existiu uma altura em que o Porto era referencia na BD Portuguesa com o Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto (que muitas saudades deixou).
Pela mesma altura existiu umas excelente proposta de revista sobre BD fugindo, em termos gráficos, ao modelo convencional de outras como por exemplo a Seleções BD. Os numero que possuo tem como editores na primeira série Nuno Correia e José Rui Fernandes, no numero da 4 da 2ª série o editor é Pedro Cleto. No design está sempre envolvido José Rui Fernandes e o seu estúdio Duo Design.

N.º 1 Primeira Série – Maio 1993

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N.º 2 Primeira Série – Julho 1993
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N.º 4 Primeira Série – Junho 1993
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N.º 4 Segunda Série – Maio 1997
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Bónus: Bilhete de SIBD talvez de 1997 encontrado no meio duma das revistas.

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sábado, 13 de abril de 2013

A Ler: Olympians–Athena

 

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Continuando a seguira série Olympians apresento aqui o segundo volume Athena – Grey-Eyed Goddess.

Athena (também chamada Pallas Athena) é filha de Zeus com a filha do Oceano Metis que o ajudou a derrotar o seu pai Kronos durante a batalha com os Titãs. É a deusa da Sabedoria, da Guerra (o lado benéfico dela), das Artes e das Cidades (patrona de Atenas).

Como é normal nestes mitos o nascimento de Athena é tudo menos normal, Zeus come a Metis e esta dá a luz a filha dentro a mente de Zeus e é lá que ela cresce. A certa altura o ruído dentro da cabeça de Zeus torna-se insuportável e este decide pedir ajuda a Ares, deus da Guerra (lado mau dela) e da Violência, e Hephaistos deus do Fogo e do Vulcões (entre outras características).

Assim o nascimento de Athena processa-se a partir da cabeça de Zeus a martelo e cinzel.

 

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Como descrevi na entrada sobre Zeus o autor cria o argumento a partir de varias fontes e histórias que apresentam por vezes versões diferentes para a mesma coisa (como é o origem do nome Pallas Athena). Assim neste livro é mais evidente a falta sequencia histórica, sendo mais uma agregação de contos, que o autor consegue de forma eficaz tornar mais fluida utilizando como narradoras a 3 irmãs Destino (quem leu Sandman conhece-as bem).

A arte continua bastante eficiente para esta narrativa estando particularmente bem conseguida a luta de Perseus contra a Medusa (muito inspirado no Clash of The Titans – versão original).

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Em resumo este segundo volume não tem o impacto narrativo de Zeus, ai estávamos perante a criação do mundo, mas continua a ser muito agradável e interessante de ler.

Titulo: Athena – Grey-Eyed Goddess
Editora: First Second
Volumes Publicados: 5
Preço: $ 9,99 USD
Classificação: 7/10

terça-feira, 9 de abril de 2013

A Ler: Olympians–Zeus


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Por vezes deparo-me com obras de BD muito interessantes que ficam perdidas no meio dos 30.000 títulos de coisas que repetem constantemente as mesmas formulas.

Por influencia do Alix ganhei na minha infância um enorme interesse pelas civilizações Grega e Romana que no fundo são os pilares da nossa civilização pelo que sempre que me deparo com algo que trate esses períodos leio com muito gosto.

A coleção Olympians  é um projecto do desenhador George O’Connor onde este tenta recontar os mitos dos deuses Gregos (e ao mesmo tempo Romanos) na forma de comic book. Segundo as palavras do próprio dada a falta de tradição escrita desses tempos muitos dos mitos foram passado de forma oral e com variações de região. Já foram editados cinco números cada um tratando de um deus do panteão grego.


Este primeiro livro trata o mito de Zeus, o pai dos deuses, desde a origem de Terra (Gaea ou Gaia em português) a criação dos Titãs a luta entre Zeus e Kronus seu pai , passando pela guerra entre os Deuses e os Titãs até à fundação do Olimpo.

A forma de apresentar a história está muito bem conseguida e fluida mas devo ressalvar que a componente sexual de algumas histórias é deixada de lado dado que é uma obra para todas as idades.

No final do livro aparecem notas explicativas sobre alguns dos quadradinho explicando o contexto ou os nomes dos intervenientes, assim como a bibliografia consultada.

O traço do autor é muito interessante parecendo em certos momentos ter influencia de Mike Mignola .
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Em resumo para que gosta da temática de mitologia é uma obra interessante e um bom ponto de arranque para quem quiser conhecer um pouco mais.

Titulo: Zeus – King of The Gods
Editora: First Second
Volumes Publicados: 5
Preço: $ 9,99 USD
Classificação: 7,5/10

sábado, 6 de abril de 2013

A Ler: Swallowing The Earth

 SwallowingTheEarth45530_fOzamu Tezuka é o mais importante mangaká do Japão, sendo considerado por muitos o verdadeiro criador do género e é chamado o Walt Disney do Japão dada também ter criado um dos mais importantes estúdios de animé ( esta comparação deve ser de origem no ocidente dada mania ocidental de fazer este tipo de comparações).

No final dos anos 60 Tezuka decide fazer a transição dos mangas mais direcionados para crianças como White Lion e Astro Boy, lançando esta obra de temática adulta.

A sinopse da história começa durante o final da 2.ª guerra mundial quando dois soldados japoneses ouvem falar de Zephyrus uma mulher fascinante que pensa-se que viva num ilha do Pacifico Sul e da qual se contam histórias de homens levados à loucura por ela.
A história posteriormente avança 20 anos quando Zephyrus chega ao Japão fascinando todos os homens que a veem, com excepção de Gohonmatsu Seki que é imune a ela e cuja única preocupação é beber todo o álcool que possa.

A questão é que a agenda da Zephyrus é vingar-se do mundo de homens levando a civilização à ruina.


Considero que esta é uma obra algo difícil de ler devido a um pormenor que o leitor de mangá actual tem que se adaptar, Tezuka tem um estilo muito “cartoonesco”  e meio infantil, muito copiado na época, que parece estranho numa obra de temática mais adulta
Em cenas de luta                                                                        Em cenas eróticas
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Apesar do estilo inicial ao longo da obra Tezuka vai ganhado visão gráfica mais adequada para o tema  criando páginas muito interessantes visualmente.

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Como é uma obra do final do anos 60 a temática poderia se pensar que a temática seria muito distanciada dos tempos actuais mas a o plano de Zephyrus gira em torno de aproveitar a ganância do capitalismo e o sistema financeiro, assim como a vaidade humana para com fazer colapsar a sociedade.

Em resumo está primeira obra adulta de Ozamu Tezuka tem que ser lida como reflexo do seu tempo e do seu autor e, apesar de alguma estranheza narrativa, achei-a muito cativante.

Titulo: Swallowing The Earth
Editora: DPM
Volumes Publicados: 1
Preço: $ 24,95 USD
Classificação: 10/10

Nota: Durante o colapso do Japão no livro existe um golpe de estado liderado por um Coronel do Exercito, terá esta sido a influencia do personagem do Coronel no Akira de Katsuiro Otomo?

A Ler: Astronauta - Magnetar



astromauta 1O universo da Turma da Mónica nunca foi algo que despertou o meu interesse, pelo que tive muito pouco contacto o personagem do Astronauta.

No últimos meses tive conhecimento, por intermedio de blogs como o Pipoca & Nanquin e o Universo HQ, de que na comemoração dos 50 anos publicação da Turma da Mónica o autor tinha autorizado a criação de uma série de Graphic Novels onde seriam apresentadas versões revisitadas dos seus personagens, sendo esta a primeira entrega.

Chegou esta semana as minhas mãos, por intermedio da Casa da BD, esta obra e confesso que não fique de expectativas goradas. Apresentando uma excelente apresentação gráfica com o excelente desenho de Danilo Beyruth, o Astronauta - Magnetar é um feliz exemplo do excelente momento por que passa a banda de desenhada Brasileira.

O argumento do livro trata a viagem de um personagem à zona de um Magnetar onde por um erro de avaliação vai ficar “naufragado” à mercê da radiação, meteoritos e outros fenómenos espaciais muito na ideia de Robinson Cruzoe (falta um Sexta-Feira). O Astronauta com o passar do tempo vai começar a alucinar deixando de destingir real da imaginação dada a solidão a que esta sujeito.

Gosto muito da ideia que Beyruth utilizou para espelhar a rotina e o passar do tempo com este quadradinho:

Astronauta 4   Astronauta 5

Contudo é no argumento em que esta graphic novel falha um pouco, talvez por limitação de páginas, dado que se fica com a ideia que faltou incluir mais alguma coisa para elevar este livro a um estatuto de clássico instantâneo.

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Em resumo apesar de algumas falhas é uma obra que merece todo o destaque e merecia maior divulgação e comercialização em Portugal.

Titulo: Astronauta - Magnetar
Editora: Mauricio Souza Edições – Panini Comics
Volumes Publicados: 1
Preço: € 15
Classificação: 8/10