sábado, 11 de maio de 2013

A Ler: Knights Of Sidonia

 

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Após algum hiato apresento a mais recente obra de Tsutomu Nihei autor cuja obra mais famosa é   Blame!, que confesso não ter lido.

A história passa-se num futuro distante numa nave-geração chamada Sidonia que é feita de restos do planeta Terra tendo já passado 10 séculos sobre a sua destruição pelos alienígenas denominados Gaunas. A humanidade confinada neste espaço já evoluiu para poder sobreviver via fotossíntese, clonagem e reprodução assexuada (existindo mesmo um terceiro sexo).

O herói da história é Nagate Tanukaze que apenas conhecia a vida numa área da nave que estava mais ou menos esquecida da restante população e até aos 17 anos o único humano que conhecia era o avô.

Assim Nagate vai tentar integrar-se na sociedade de Sidonia sendo recrutado para ser tornar um piloto de Mecha denominados Guardians.

  Apesar de não ter lido Blame! já tinha contacto com Tsutomu Nihei pela leitura de Biomega, uma aventura Ciberpunk/Zombies. Nihei tem um estilo radicalmente diferente  da maioria do manga normalmente com grandes espaços vazios e alguma falta de expressividade no rosto dos personagens.

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Contudo neste novo titulo nota-se uma maior preocupação com o detalhe dos cenários continuando a apresentar um estilo grandioso que se aplica bem a uma Space Opera.

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O argumento está ainda na sua fase de desenvolvimento estando a utilizar alguns dos clichés comuns deste género (Evagelion?) em particular a dificuldade de adaptação do personagem principal e o desespero que existe na civilização de Sidonia face à ameaça constante dos Gauna.

Titulo: Knights of Sidonia
Editora: Vertical Inc.
Volumes Publicados: 2
Preço: $ 12,95 USD
Classificação: 7/10

2 comentários:

  1. Este homem desenha muito. E tem realmente um sentido operático que sabe passar tão bem para a sua Bd (adoro o seu sentido de escala). O problema é o resto :S
    Nihei "escreve" as suas história a fazer os layouts das páginas, e apesar de isso lhes emprestar um sentido estético e um dinamismo muito bons, tira-lhes bastante profundidade no que toca a conteudo. Uma pena, realmente. Gostava de poder ler alguma coisa dele que fosse escrito por alguém habilidoso. Apesar de de vez em quando pegar nas suas obras, acabo por largá-las ao fim de pouco tempo. Tornam-se repetitivas e sim, cheias de clichés.

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  2. É confesso que demorei um pouco a decidir-me a adquirir isto devido à experiência do Biomega mas rendi-me ao cenario :).

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